Johan Henryque
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As Crônicas de Helluríam

Capítulo 7
 
   As masmorras de Helluríam mantinham algumas criaturas estranhas, de antigos servos dos magos a monstros de eras antigas, todos foram libertados. Porém, uma cela permanecia ocupada, aquela garota de cabelos longos e roupas de couro, tremia e mal conseguia se mover.
– O que houve? – Gritou Victor para o guarda.
– Não sei, senhor. Ela está aqui a duas semanas, os sintomas apareceram logo depois.
– Minha garrafa. – Sussurrou ela.
– Garrafa? Ela detinha algum pertence quando a prenderam?
– O guarda trouxe uma garrafa encurvada escura e uma vaca vermelha com algumas inscrições em seu cabo e lâmina.
– Aqui está. – Victor entregou os objetos a garota. – Qual o seu nome? – Perguntou ele.
– Kell Ceallach.
   Aquele sobrenome criou uma onda de pensamentos na mente de Victor. Kell segurou a faca e seu corpo acendeu como uma luz.
– O que você é?
– Uma renegada. – Ela levantou a garrafa e tirou sua rolha arcana.
   Victor recuou alguns passos, enquanto Kell fixava o olhar nele.
– Benjamin, já faz tempo que você não faz um passeio.
   Uma fumaça avermelhada surgira na garrafa, preenchendo todo aquele ambiente, de repente a cela rangeu e se partiu. Olhos amarelos surgiram, logo, revelando o enorme dragão negro com asas avermelhadas que aquela pequena garrafa aprisionava.
– Mate o guarda! – Ordenou a garota.
– Não! – Victor se colocou em frente a ele.
– Por favor, vossa majestade. Meu problema não é com o senhor.
– Você não precisa ser assim. A vingança irá alimentar as trevas dentro de si.
– Trevas? Estou apenas devolvendo a hospitalidade com a qual fui recebida.
– Quem ordenou que a tratassem de tal forma? – Victor se dirigiu ao guarda.
– Valentin, senhor.
– Já passou da hora de perceber, ele está apenas jogando. E você, meu pobre tolo, lhe entregando todas as suas armas.
– Do que está falando?
– Zerthor era traiçoeiro, porém, muito sábio. Ele compreendeu as cobiças e luxúrias de Helluríam, a invasão fora para conter aquela expansão. Theodor sabia que para haver paz, precisaria usar a força.
– Theodor, o mandatário de tamanha desordem?
– Todos os líderes, precisam tomar decisões difíceis.
   Kell escalou o corpo de Benjamin rapidamente, sentando sobre seu pescoço. Victor a observava com certo espanto.
– Espero que consiga entender logo majestade, a paz é apenas passageira, o conflito sempre reinará no coração dos homens.
   Benjamin alçou voo, o bater de asas criou um pequeno tornado que varreu para longe o que restara da cela.
– Para onde vai?
– Tenho trabalho a fazer.
– Se precisar de ajuda, sabe onde me encontrar.
– Gostaria de dizer o mesmo, estarei de olho em seus passos. Boa sorte.
   Antes de partir, Kell arremessou uma faca no peito do guarda que tanto queria matar, Victor caminhou para longe, enquanto o homem se contorcia em seus últimos suspiros.
Johan Henryque
Enviado por Johan Henryque em 15/11/2017
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