Johan Henryque
Um canto de rima, prosa e encanto
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Visões de Espantalho

Capítulo 2

  
   A primavera costuma deixar o ambiente mais aceitável. Steve a define como: “Dias de alegria, frutas e um pouco de poesia profana”. Claro que toda sua experiência se resumia as de Nova York.
   Olívia aproveitava as férias como gostava, em frente à televisão assistindo supernatural. Segundo ela, na época, era a melhor série que existia.
– Você gosta mesmo disso? – Perguntou Steve.
– Essas táticas para me tirar do sério não funcionam mais, Steve.
– Ora, então, para você estou ultrapassado.
– Sempre esteve, nasci pronta para lhe derrubar.
– Quanta maldade, querida, nem parecemos irmãos.
– Tem certeza?
– Claro que não.
   Steve sentou ao lado dela, observando as fotografias que compunham aquela velha estante da sala de estar, haviam registros constrangedores de sua infância, que por ele, já teriam sido incinerados a muito tempo.
– O que aconteceu entre você e Peter? – Perguntou ela.
– Como sabe sobre isso?
– Você parece uma garotinha chorona depois de brigar com a melhor amiga.
– Suas táticas para me irritar estão bem interessantes.
– Ainda superarei o mestre. Brigaram de novo?
– Na verdade, estou tentando fazê-lo aprender a respeitar as mulheres.
– Respeitar as mulheres? – Olívia não segurou o riso. – Você? Steve, você não sabe o que é isso.
   Steve pensava em argumentos enquanto Olívia permanecia a assistir. Ambos eram muito diferentes, mas acabavam por ter algumas características em comum, principalmente a personalidade.
– Kollen, a respeitei muito.
– Você quer mesmo falar sobre isso?
– Não.
– Sei que o passado lhe deixou algumas marcas, mas, se não conseguir superar isso, nunca irá confiar em alguém de novo. Não acha?
– Bem, acho que já está na hora de ir ao pub.
– Jogar ou enganar garotas?
– Um pouco dos dois.
   Steve observou Jenny assim que entrou, ela ainda não tinha certeza do que queria dizer a ele. Peter estava no pub, com seu violão tradicional, ele trocou olhares com Steve.
– Gostaria de dedicar a próxima para Jenny, com os cumprimentos de Steve. – Anunciou Peter.
   Ela começou a cogitar que Steve estava querendo vê-la de novo, ele, por outro lado, só queria matar seu melhor amigo. Claro que todos esses pensamentos se dissiparam minutos depois.
– Não sei ainda, como suporto você. – Argumentou Steve.
– Somos uma dupla. Você não viveria sem mim. – Respondeu Peter.
– Só o destino pode dizer.
– Não comece...
   As doses de whisky logo anestesiaram a mente dos dois, que continuaram no pub até as três horas da madrugada. Jenny levou Steve para casa, e obviamente aconteceu coisas entre os dois. Peter, por outro lado, dormiu sobre o sofá, com a cabeça amortecida por seu violão.
– Alô? – Atendeu Steve as onze horas do domingo.
– Onde você está? – Perguntou Olívia.
– Ah, não faço ideia.
– Saudades de quando você era sóbrio.
– Saudades de quando você não falava.
 
 
 
  
  
Johan Henryque
Enviado por Johan Henryque em 24/09/2017

Música: Monsters In The Dark - MyKey

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