Johan Henryque
Nas mãos marcadas de tinta, guardei a chave de outro mundo
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O Mistério Na Floresta
 
Capítulo 3 – Noite de Tortura

Um mês depois

 
   Carl permaneceu a observar o bosque, já passava das cinco horas da tarde, seu rosto tornando-se vermelho a cada brisa gelada do inverno. A chuva começava a cair devagar, molhando completamente o corpo do homem de meia idade.
   Oliver corria ao voltar da escola, seu caminho rotineiro era sempre o mesmo, mas, com a chuva, o pequeno garoto desviou pela trilha, na floresta. Seus passos desajeitados o fizeram cair duas vezes, a terceira, porém, não fora o garoto que se chocou contra o chão por descuido.
   Em seu quarto, Margo sentiu uma fisgada no peito, e já começava a demonstrar impaciência com a demora de Oliver. Duas horas se passaram em um instante e o desespero começava a tomar conta da garota.
   Com a chuva engrossando, a polícia demorou para chegar, as buscas pelo garoto iniciaram uma hora mais tarde, nenhum dos moradores das redondezas dizia tê-lo visto pelo caminho. Elise e Anthony conversavam com alguns conhecidos, enquanto Margo tentava encontrar alguma pista em meio a cada trovão.
   Ela correu para dentro da floresta, os gritos da polícia se silenciavam a cada passo, a madrugava começava a deixar seus rastros. A lua era a única fonte de luz, o barulho da chuva emanava aos ouvidos, sua respiração era tão contida como as batidas do coração, logo, sentiu um braço sobre seu ombro.
– O que pensa estar fazendo? – Perguntou Margo ao avistar Anthony.
– Tentando não perder outro filho, não acha? – Respondeu ele.
– Você já me perdeu a muito tempo.
– Por favor, cale-se. Vamos para casa, não há nada que possamos fazer agora.
– Você realmente pensa em descansar agora?
– Querida, nenhum de nós irá dormir essa noite. Mas, não é por isso que precisamos ficar aqui, nessa floresta imunda.
– Eu não irei para casa.
– Tudo bem, então ambos ficamos aqui.
   A manhã surgiu, Margo tentava permanecer de pé, seu corpo, porém, já se entregava ao cansaço. A polícia intensificou as buscas, foram chamadas unidades das cidades vizinhas, o xerife Thompson garantiu que faria o possível para encontrar Oliver.
   Elise preparou o almoço, Margo tentava comer um pouco, a tensão e o mistério tomavam conta cada vez mais de sua mente.
– Coma mais um pouco, por favor. – Insistiu Elise.
– Comer? Como você consegue pensar nisso agora? Não entendo como pode estar tão calma. – Irritou-se Margo.
– Se você ainda não percebeu, o que podemos fazer é esperar, do que adianta querer correr pela cidade sem saber por onde procurar?
– O tempo é o pior inimigo do homem, cega o espírito e corrompe a essência e aniquila a persistência.
   Margo ligou para Steve, tentando segurar as lágrimas ao máximo, contou-lhe a história toda, mesmo que houvesse pouco a se dizer, o silêncio entre os dois fora interrompido quando ele a prometera viajar até Bagley.

 
Johan Henryque
Enviado por Johan Henryque em 06/09/2017
Alterado em 07/09/2017
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