Estandarte
Um canto de rima, prosa e encanto
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Sombra

Ato X

Capítulo 8

  
 
   A procura por novas informações sobre Évie tomou meu tempo, Catherine e Charlie pareciam cada vez mais desconfiados e tudo isso se refletia em todos nós. Foram dias de muitos pensamentos e poucos diálogos.
   Carolyn era quem mais me intrigava, ela realmente parecia se preocupar com Évie, mas isso tornava toda a situação uma completa confusão. Afinal, por qual motivo havia lhe abandonado? Algo estava escondido ali, e eu preciso descobrir.
   Thomas entrou em contato com Catherine e a informou sobre os ocorridos em Londres, quatro de nós foram mortos por Sombras.
-Então, eles estão se reunindo em grupos? – Perguntei a Charlie.
-Parece que sim, o que torna muito perigosa a vida de qualquer um de nós que estiver perdido ou sozinho. Temos de encontrar todos logo, antes de ir para a Itália. – Respondeu.
-Não sei se quero ir com vocês. - Respondi                                   
-Compreendo seus princípios, Derek. Mas, morto, você não poderá ajudar ninguém, pode se sentir só ou questionar nossas decisões, porém é isso que nos torna diferentes. Pensamos no bem de todos, a proteção de pessoas com poderes incomuns.
-Quantos como nós, já foram encontrados?
-Muitos, mas, com os anos, perdemos amigos e conhecidos.
-Sinto muito.
-Isso só me faz querer ter aprendido sobre tudo isso mais cedo, ter desconfiado mais quando tudo parecia apenas mais uma tarefa, uma missão.
   Percebi que aquilo havia marcado Charlie, resolvi encerrar as perguntas e tentar dormir um pouco. Havia bastante espaço no prédio abandonado onde estávamos, caminhei até Évie e Carolyn que permaneciam ao lado de uma das janelas, olhando para o céu.
-Olá. – Disse Évie.
-Oi, como você está?
-Estou bem.
-Ele ainda suspeita sobre mim. – Carolyn me deixou de mãos atadas.
-Não disse isso, apenas comentei que toda essa situação era um pouco suspeita.
   Évie não entrou na discussão, era claro que para ela o abandono da amiga ainda deixava algo vazio em seu peito. Tentei evitar novas polêmicas e me calei, adormecendo encostado na parede ao lado daquela janela.
   Sonhei com a Morte, com minha mãe e todos os mistérios sobre meu pai, era um pouco estranho pensar sobre tudo isso, afinal, nem ao menos tinha como saciar minhas dúvidas. Senti uma presença no ambiente e despertei.
-Évie? – Perguntei ao vê-la levitando com os olhos brancos a cintilarem.
   Ela não me ouviu, talvez seu espírito estivesse longe demais, não quis acordar aos outros. Seu corpo continuava a levitar, agora em direção as escadas, a segui com o máximo de inquietação possível.
   Évie chegou ao terraço pouco tempo depois, esperei um pouco para entender melhor o que estava acontecendo. Fiquei escondido atrás de uma caixa de água. Sentia um arrepio em meu corpo, sugando minha energia.
-Olá, Évie. – Falou aquela mesma voz sombria, Morte.
-Olá, Senhor, fico feliz em revê-lo. – Respondeu ela, com um tom mais agudo.
-Pelo visto, todos estão seguindo como planejamos, a emboscada em Nova York está pronta, chegou a hora de eliminar todos estes rebeldes.
Johan Henryque
Enviado por Johan Henryque em 10/06/2017
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