Johan Henryque
Nas mãos marcadas de tinta, guardei a chave de outro mundo
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A Culpa É Das Estrelas

   Um livro que com toda certeza permanecerá em minha estante pelo resto da vida, pelo qual tive muito orgulho de ler e uma certa dor no fim, mas como tudo na vida temos que aprender a conviver com as perdas, mesmo assim Augustus nos ensina que o amor pode existir onde as vezes apenas vemos duas pessoas fadadas a morte.
   Hazel Grace era uma menina linda, querida porém solitária, fato pelo câncer que enchia seus pulmões aos baldes de líquidos, com isso ela vivia com tubos de oxigênio e o BiPAP conectados a ela, frequentava um grupo de apoio, onde conheceu Patrick, Isaac e finalmente Augustus Waters, um garoto carismático e disposto a mudar a sua vida, Gus, apelido de Augustus, também sofria com o câncer tendo então amputando a perna na esperança de curá-lo. Hazel amava um livro "Uma aflição imperial, escrito por Peter Van Houten, ao qual Augustus também leu um tempo depois.
   Ao longo da história os dois vão se conhecendo e se aproximando cada vez mais e desses encontros começa a nascer um amor, Hazel teve um desejo realizado, ir a Disney, por ter câncer, já Augustus não havia gasto o seu, e disso veio a ideia de ambos irem a Holanda desvendar o "fim" do livro que Hazel tanto amava.
   Então foram Gus, Hazel e a mãe de Hazel, já na Holanda eles conhecem finalmente o Van Houten, que decepciona e destrói os sonhos dos dois com uma ignorância extrema e um bafo de whisky, logo após o encontro com Van Houten, eles saem com Lidewij a ex-secretária do escritor asqueroso, eles vão ao museu de Anne Frank e depois voltam ao hotel, Hazel vai com Gus até o quarto dele, enquanto a mãe dela passeava por Amsterdã, eles fazem amor duas vezes e na viagem de volta Gus conta a Hazel que está morrendo, o livro começa a decair um pouco por isso, a história continua perfeita porém triste e um tanto melancólica, Hazel passa dias ao lado do Gus que cada vez piorava mais, até que finalmente parte aos céus.
    Hazel recebe uma carta, que Gus mandou a Van Houten e peço minhas sinceras desculpas a quem leu o livro e achou meu resumo uma droga, acho que se fosse pra resumir o livro com todos os detalhes eu passaria dias e dias pensando em como montar isso, mas com tudo o que se passou espero que possamos aprender um pouco, mesmo as pessoas sendo diferentes merecem respeito e admiração, não deixe só os filmes ou os livros te mostrarem que existem um amor verdadeiro, faça de você mesmo o exemplo o homem ou mulher a se apaixonar de verdade e mesmo que um dia a morte te deixe sozinho(a) você sempre poderá lembrar de todos os momentos bons.
   Obrigado por tudo Augustus, mesmo presos em páginas brancas você me ensinou muita coisa, nos vemos no paraíso um dia, aproveite a estada.

Carta escrita por Augustus Walters:

Van Houten,
   Sou uma pessoa boa, mas um escritor de merda. Você é uma pessoa de merda, mas um bom escritor. Nós formaríamos uma bela equipe. Não quero lhe pedir nenhum favor, mas, se tiver tempo — e pelo que vi, você tem tempo de sobra —, fiquei me perguntando se poderia escrever um elogio fúnebre para a Hazel. Tenho algumas anotações e tudo mais, mas se você pudesse transformá-las num texto completo e coerente, e tal… Ou então só me dizer o que eu deveria escrever de forma diferente.
   O bom da Hazel é o seguinte: quase todo mundo é obcecado por deixar uma marca no mundo. Transmitir um legado. Sobreviver à morte. Todos queremos ser lembrados. Eu também.
   É isso o que me incomoda mais, ser mais uma vítima esquecida na guerra milenar e inglória contra a doença.
Eu quero deixar uma marca.
   Mas, Van Houten: as marcas que os seres humanos deixam são, com frequência, cicatrizes. Você constrói um shopping center medonho ou dá um golpe de Estado ou tenta se tornar um astro do rock e pensa: ‚Eles vão se lembrar de mim agora‛, mas: (a) eles não se lembram de você, e (b) tudo o que você deixa para trás são mais cicatrizes. Seu golpe de Estado se transforma numa ditadura. Seu shopping center acaba dando prejuízo.
(Tá, talvez eu não seja um escritor tão de merda assim. Mas não consigo organizar minhas ideias, Van Houten. Meus pensamentos são estrelas que eu não consigo arrumar em constelações.)
   Nós somos como um bando de cães mijando em hidrantes. Nós envenenamos as águas subterrâneas com nosso mijo tóxico, marcando tudo
como MEU numa tentativa ridícula de sobreviver à morte. Eu não consigo parar de mijar em hidrantes. Sei que é tolice e inútil — epicamente inútil em meu estado atual —, mas sou um animal como qualquer outro.
   A Hazel é diferente. Ela anda suavemente, meu velho. Ela anda suavemente sobre a Terra. A Hazel sabe qual é a verdade: é tão provável que nós consigamos ferir o universo quanto é provável que nós o ajudemos, e é improvável que façamos qualquer uma dessas duas coisas.
   As pessoas vão dizer que é triste o fato de ela deixar uma cicatriz menor, que menos pessoas se lembrem dela, que ela tenha sido muito amada mas não por muita gente. Mas isso não é triste, Van Houten. É triunfante. É heroico. Não é esse o verdadeiro heroísmo? Como dizem os médicos: em primeiro lugar, não cause dano ou mal a alguém.
   Os verdadeiros heróis, no fim das contas, não são as pessoas que realizam certas coisas; os verdadeiros heróis são as que REPARAM nas coisas. O cara que inventou a vacina contra varíola não inventou nada, na verdade. Ele só reparou que as pessoas que tinham varíola bovina não pegavam varíola.
Depois que a minha tomografia acendeu como uma árvore de natal, eu entrei furtivamente na UTI e vi a Hazel quando ainda estava inconsciente. Entrei andando atrás de uma enfermeira de crachá e consegui me sentar ao lado da Hazel por, tipo, uns dez minutos antes de ser pego. Eu realmente achei que ela fosse morrer antes que eu pudesse lhe contar que também ia morrer. Foi brutal: o arengar mecanizado incessante da terapia intensiva. Havia uma água cancerosa escura pingando do peito dela. Os olhos fechados. Entubada. Mas a mão dela ainda era a mão dela, ainda quente, as unhas pintadas de um azul-escuro quase preto, e eu simplesmente segurei sua mão e tentei imaginar o mundo sem nós, e por mais ou menos um segundo fui uma pessoa boa o suficiente para torcer que ela morresse e nunca ficasse sabendo que eu também ia morrer. Mas aí eu quis mais tempo para que pudéssemos nos apaixonar. Creio que meu desejo foi realizado. Eu deixei a minha cicatriz.
Um enfermeiro chegou e me disse que eu precisava me retirar, que visitas não eram permitidas, e eu perguntei se ela estava melhorando. O
cara disse: ‚Ela ainda está fazendo água. Bênção do deserto, maldição do oceano.
O que mais? Ela é tão linda! Não me canso de olhar para ela. Não me preocupo se ela é mais inteligente que eu: sei que é. É engraçada sem nunca ser má. Eu a amo. Sou muito sortudo por amá-la, Van Houten. Não dá para escolher se você vai ou não vai se ferir neste mundo, meu velho, mas é possível escolher quem vai feri-lo. Eu aceito as minhas escolhas. Espero que a Hazel aceite as dela.
Eu aceito, Augustus."

 
Johan Henryque e John Green
Enviado por Johan Henryque em 10/10/2013
Alterado em 05/10/2014
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